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Diogo Pimparel Parreira Reis Mendes
Nascido a 22/01/2000, com Síndrome de Adams
Oliver, doença extremamente rara, com as seguintes
manifestações:
Aplasia extensa da Cutis e Agnesia parcial dos ossos Parietais,
numa área de 8cm por 10cm, hiperplasia venosa do couro cabeludo,
pele marmoreada e dedos curtos dos pés.
Verificou-se que o defeito craniano estava coberto por Meninges
sem solução de continuidade, havendo nesta área necrose ao longo
do Seio Longitudinal Superior e regiões biparietais. Passou-se
então a cobrir as Meninges, para diminuir o risco de Meningite
ou ruptura meníngea.
O Diogo foi submetido a 4 intervenções cirúrgicas, durante o
primeiro mês de vida.
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1ª Intervenção a 29/01/00, Retalho
Frontal bipediculado nas Artérias Temporais Superficiais,
par cobrir o terço anterior.
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2ª Intervenção a 02/02/00, Dois retalhos
occipitais pediculados na Artéria Temporal Superficial de
cada lado, que cobriram o terço médio do defeito.
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3ª Intervenção a 07/02/00, Enxerto de
pele parcial colhido na região Lombar, para cobrir a área
dadora Frontal.
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4ª Intervenção a 11/02/00, Enxerto de
pele parcial colhido no abdómen, para cobrir a área dadora
Occipital.
É também portador de cavernoma da veia porta
que condicionou hipertensão portal com esplenomegalia,
hiperesplenismo e varizes esofágicas e gástricas. Constatou-se
também factor de risco pré-trombólico).
Em 07 Novembro, teve ruptura de varizes esofágicas e gástricas
(vários episódios catastróficos de hemorragia digestiva), varias
transfusões sanguíneas, sendo efectuado shunt mesenteroporta com
prótese em 17/11/00, com sucesso (Hospital Pediátrico de
Coimbra).
O pós-operatório foi complicado de convulsão focal prolongada
com hemiparésia direita da qual recuperou ao longo de dias
(provável AVC trombólico), diagnosticada também hipertensão
arterial moderada controlada.
Posteriormente ocorreu trombose do shunt mesenteroporta e novos
episódios de hemorragia digestiva catastróficas, varias
tentativas de repermebilização do shunt falharam.
Em Dezembro foi efectuado novo shunt esplenorenal distal
tendo-se conseguido algum alivio de hipertensão portal.
O pós operatório foi complicado, tendo alta em 30 de janeiro
2001, apesar do shunt esplenorenal se encontrar patente a
endoscopia digestiva alta efectuada em fevereiro 2001, revelou a
presença de varizes esofágicas e gástricas de grande volume.
Do ponto de vista neurológico encontra-se bem e o
desenvolvimento psicomotor é normal.
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